quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Jô Soares (Aula de Ortografia)

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 09, 2010 with No comments


    Este programa do Jô Soares foi ao ar em 2007, mas tudo isso é atualíssimo. A língua portuguesa, na escrita, é difícil, principalmente para as pessoas que não têm uma base ou acesso a leitura. E há aqueles que de alguma forma têm acesso a leitura e ao expressar o seu pensamento na escrita cometem esses tipos de "erros". Por que coloquei "erros" entre aspas? Por um simples motivo, essas palavras do vídeo foram escritas da forma como são faladas. Costumo explicar aos meus alunos que a dificuldade está na hora de escrever, por conta das regras gramaticais, ortográficas e de pontuação, mas também por causa da oralidade, não podemos escrever da forma que falamos, por isso a grande dificuldade da maioria das pessoas.

Portugês falado e escrito

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 09, 2010 with No comments


      Já postei várias explicações sobre o uso de algumas palavras do cotidiano, como é na escrita e na oralidade. Neste vídeo, de uma forma mais dinâmica, visualizamos muitas palavras utilizadas no nosso dia a dia. Espero que ajude a esclarecer dúvidas que possam surgir nessa nossa caminhada.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Melhorando a redação II

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 05, 2010 with 2 comments
Quando queremos nos expressar de maneira culta, não devemos utilizar os pronomes pessoais do caso reto "ele", "ela", "eles", "elas" complementando o sentido dos verbos, como fazemos na forma coloquial. Assim temos de substituí-los pelos oblíquos correspondentes "o", "a", "os", "as".

     Eu a vi. (Ao invés de "Eu vi ela")

     Nós os pegamos. (Ao invés de "Nós pegamos eles")

      Maria o amava. (Ao invés de "Maria amava ele")

      Janaina as adorava. (Ao invés de "Janaina adorava elas")

Devemos lembrar, no entanto, que em certas situações, os pronomes oblíquos assumem formas diferentes:

a) Após verbos que terminam em "R", "S" e "Z", têm as formas "LO", "LA", "LOS", "LAS" (depois de retirada a consoante final do verbos):

 COLOQUIAL                                              FORMA CULTA

Queremos derrotar ele.                        Queremos derrotá-lo.

Quero ver ela.                                     Quero vê-la.

Posso partir eles.                                Posso parti-los.

Queriam ter elas.                                Queriam tê-las.   


b) Após verbos que terminem em fonemas nasais (finais "AM", "EM", "ÕE") , assumem as formas "NO", "NA", "NOS", "NAS". Observe:

COLOQUIAL                                         FORMA CULTA          

Jogaram ele na fossa.                      Jogaram-no na fossa.     

Põe ela no lixo.                               Põe-na no lixo.

Peguem eles.                                  Peguem-nos.

Receberam elas bem.                       Receberam-nas bem.

Melhorando a redação I

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 05, 2010 with No comments
Um problema sério para a maioria dos estudantes ao fazer uma redação são os verbos derivados. Por iste motivo, observe o seguinte:

a) Do verbo "TER" derivamos "manter", "obter", "entreter", "deter", "conter", "abster-se", etc.
     Ele TEVE - manteve, obteve, entreteve, deteve, conteve, absteve...
     Ele TINHA - mantinha, obtinha, entretinha, detinha, continha, abstinha...
    Quando nós TIVERMOS - mantivermos, obtivermos, entretivermos, detivermos, contivermos, abstivermos...
   Se TIVÊSSEMOS - mantivéssemos, obtivéssemos, entretivéssemos, detivéssemos, contivéssemos, abstivéssemos...

b) Do verbo "PÔR" derivamos "compor", "propor", "supor", "depor", "transpor", entre outros.

       Ele PUSERA - compusera, propusera, supusera, depusera, transpusera...
      Quando PUSER - compuser, propuser, supuser, depuser, transpuser...

c) Do verbo "VER" derivamos "prever", "rever", "antever", entre outros.

     Se eu VISSE - previsse, revisse, antevisse...
     Ela VIU - previu, reviu, anteviu...
     Quando eu VIR você - Quando previr o resultado (revir, antevir, entre outros)

d) Do verbo "VIR" derivamos "intervir", "convir", "provir", "advir", entre outros.

      Se eu VIESSE - interviesse, conviesse, proviesse, adviesse...
      Ela VEIO - interveio, conveio, proveio, adveio...
      Ele VINHA - intervinha, convinha, provinha, advinha...

e) Do verbo "HAVER" derivando o verbo "reaver", mas somente nas formas em que houver "V".

      Eu HAVIA - reavia
    Eu HAVEREI - reaverei
    Nós HOUVEMOS - reouvemos
    Quando HOUVER - reouver
    Se HOUVESSE - reouvesse



Ortografia - Emprego de e/ i / u / o

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 05, 2010 with 9 comments
É importante prestar atenção na grafia das palavras, pois muitas podem confundir, principalmente por causa do fonema, isto é, o som da palavra.

EX: Ele nasceu. É lindo!

A palavra destacada se escreve com a letra u ao final, mas há palavra que se escreve com o, entretanto a pronùncia parece u.

EX: A viola está no saco.

I - Emprego de e / i

A letra e, dependendo da posição dentro da palavra, pode ser confundida, na linguagem oral, com a letra i. Como consequência pode acarretar diferenças de significado.

Ex: emergir - vir à tona
     imergir - mergulhar 

  • periquito
  • disenteria
  • pior
  • privilégio
  • cadeado
  • feminino
  • crânio
  • empecilho
II - Emprego de u /o

Na fala, em geral, a letra o confunde-se com u. Na escrita não podem ser confundidos, pois podem produzir significados diferentes.

  • assoar
  • caçoar
  • amuleto
  • moela
  • bueiro
  • muleta
  • moleque
  • entupir

Ortografia - Emprego de J / G

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 05, 2010 with No comments
Por que será que ainda há confusão no emprego do J e do G?

Nas palavras jato e gato, você confundiria o emprego do J e do G? Antes de a, o, u a letra j tem pronúncia diferente da letra g. Agora as letras j e g terão a mesma pronúncia quando forem seguidas de e ou i.

EX: Aja como um gato.
O primeiro termo destacado "Aja" foi escrito com j e a sua pronúncia é diferente do segundo termo "gato", que foi escrito com g.

Observe as palavras a seguir:
  • Com G:
       estrangeiro / ferrugem / girafa / gíria / selvagem


  • Com J:
       ajeitar / jiboia / anjinho / pajé / berinjela / traje / ultraje



 

domingo, 10 de outubro de 2010

Prefixo - anti

Posted by Cristina C C Vieira on outubro 10, 2010 with No comments
De origem grega, o prefixo - anti, significa ação contrária, contra, oposição.

  • antipoluente - produto que combate a poluição;
  • antibiótico - substância que mata microorganismos;
  • antídoto - contraveneno;
  • antissocial - ato contra a sociedade;
  • anti-higiênico - contrário à higiene.
  • antípoda - habitante que se encontra no lado oposto do globo terrestre;
  • anticoncepcional - substância que evita a gravidez.

    Obs: a palavra antissocial, pela nova ortografia, se escreve dessa forma, pois antes do acordo se escrevia anti-social. A regra da utilização do hífen nessa palavra é a seguinte: se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras.

Aposto e Vocativo

Posted by Cristina C C Vieira on outubro 10, 2010 with 3 comments
Já ouviu falar nos termos aposto e vocativo?

No cotidiano utilizamos bastante.


Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo.

Ex: André, aluno esforçado, jamais se atrasara na escola.

      O comerciante, homem de bem, tratava bem os clientes.

      O rio Negro, afluente do Amazonas, banha Manaus.


Vocativo 

    A palavra vocativo vem da palavra latina vocare, que quer dizer "chamar". Assim, o vocativo é a palavra (ou expressão) com a qual chamamos pessoas, animais ou coisas aos quais nos dirigimos.

Ex: Juca! Por que você fez isso?

     Ei, garoto, venha aqui depressa!

     Meu Deus, me ajude!

Vícios de Linguagem

Posted by Cristina C C Vieira on outubro 10, 2010 with No comments
O que são vícios de linguagem?

São desvios das normas da língua culta que ocorrem por desconhecimento dessas normas ou por descuido do emissor.


1. Pleonasmo vicioso

    É a repetição desnecessária de uma informação.

    Ex: Ele é um bom ator. Na última peça ele fez um monólogo falando sozinho.

         (monólogo: cena em que um só ator representa ou interpreta)


 O pleonasmo é considerado vício de linguagem quando usado desnecessariamente, mas constitui uma figura de linguagem quando usado para reforçar a mensagem.

2. Eco

  Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância.

   Ex: Falar em desenvolvimento é pensar em alimento, saúde e educação, mas houve momento em que desenvolvimento era construir quilométricas estradas amazônicas faraônicas.

3. Hiato

   Ocorre quando há uma sequência de vogais provocando dissonância.

   Ex: Eu o ouvirei amanhã. 

        Ou eu ou outro faz o serviço.

4. Colisão

   Ocorre quando há dissonância provocada pela repetição de consoantes iguais ou semelhantes.

   Ex: Minha mãe me mandou mudar a malha. 

5. Ambiguidade ou anfibologia

   Ocorre quando, por falta de clareza, há uma duplicidade do sentido da frase.

   Ex: O cachorro do seu irmão avançou sobre o amigo.

6. Solecismo

  Ocorre quando há desvios de sintaxe quanto à concordância, regência ou colocação pronominal.

   Ex:  Faltou muitos alunos no dia do jogo da Seleção do Brasil.

         (faltaram) - concordância

          No sábado ele bebeu tanto que não sustentava-se em pé.

          (se sustentava) - colocação

          
7. Barbarismo

    É o desvio da norma quando ocorre nos seguintes níveis:

  • na pronúncia
       Assisti ao pograma educativo. (programa)
       Pedi a sua brica. (rubrica)
       Nesse interim eles chegaram. (ínterim)

  • na grafia
       Ele pesquisou a etmologia de muitas palavras. (etimologia)
       Nós advinhamos o resultado do jogo. (adivinhamos)
      Todos os seguimentos da sociedade sofreram com a inflação. (segmentos)

  • na morfologia

       Quando eu pôr o vestido, saberei se engordei. (puser)

       Quando eu ir aí, explicarei a situação. (for)

       Foi certamente a mais maior em tamanho. (maior)

  • na semântica
       Assim chegaram à metrópole, absolveram a poluição. (absorveram)

       Ele comprimentou o amigo. (cumprimentou)

       O aluno soou muito durante a prova. (suou)

  • no estrangeirismos
       O embaixador cometeu uma gafe. (equívoco)

                                               (galicismo)

        O show foi cancelado. (espetáculo)

           (anglicismo)

       O escritor chegou justo na hora. (bem na hora) 

                                (italianismo) 


8. Tautologia

   É um dos vícios de linguagem que consiste em dizer ou escrever a mesma coisa, por formas diversas, meio parecida com pleonasmo ou redundância. O exemplo clássico é o famoso subir para cima ou descer para baixo.

   Observe a lista abaixo e procure não utilizá-la em seus textos e no dia-a-dia.

- Acabamento final;

- Quantia exata;


- Nos dias 8, 9 e 10, inclusive;


- Superávit positivo;


- Todos foram unânimes;


- Habitat natural;


- Certeza absoluta;


- Sugiro, conjecturalmente;


- Nos dias , e inclusive;


- Como prêmio extra;


- Juntamente com;


- Em caráter esporádico;


- Expressamente proibido;


- Terminantemente proibido;


- Em duas metades iguais;


- Destaque excepcional;


- Sintomas indicativos;


- Há anos atrás;


- Vereador da cidade;


- Outra alternativa;


- Detalhes minuciosos / pequenos detalhes;


- A razão é porque;


- Interromper de uma vez;


- Anexo (a) junto a carta;


- De sua livre escolha;


- Vandalismo criminoso;


- Palavra de honra;


- Conviver junto;


- Exultar de alegria;


- Encarar de frente;


- Comprovadamente certo;


- Fato real;


- Multidão de pessoas;


- Amanhecer o dia;


- Criar novos empregos;


- Retornar de novo;


- Frequentar constantemente;


- Empréstimo temporário;


- Compartilhar conosco;


- Surpresa inesperada;


- Completamente vazio;


- Colocar algo em seu respectivo lugar;


- Escolha opcional;


- Continua a permanecer;


- Passatempo passageiro;


- Atrás da retaguarda;


- Planejar antecipadamente;


- Repetir outra vez / de novo;


- Sentido significativo;


- Voltar atrás;


- Abertura inaugural;


- Pode possivelmente ocorrer;


- A partir de agora;


- Última versão definitiva;


- Obra-prima principal;


- Gritar/ Bradar bem alto;


- Propriedade característica;


- Comparecer em pessoa;


- Colaborar com uma ajuda / auxílio;


- Matriz cambiante;


- Com absoluta correção/ exatidão;


- Demasiadamente excessivo;


- Individualidade inigualável;


- A seu critério pessoal;


- Abusar demais;


- Preconceito intolerante;


- Medidas extremas de último caso;


- De comum acordo;


- Inovação recente;


- Velha tradição;


- Beco sem saída;


- Discussão tensa;


- Imprensa escrita;


- Sua autobiografia;


- Sorriso nos lábios;


- Goteira no teto;


- General do Exército;


(Só existem generais no Exército)


- Brigadeiro da Aeronáutica;


(Só existem brigadeiros na Aeronáutica)


- Almirante da Marinha;


(Só existem almirantes na Marinha)


- Manter o mesmo time;


- Labaredas de fogo;


- Erário público;


(Os dicionários ensinam que erário é o tesouro público, por isso,


basta dizer somente erário)


- Despesas com gastos;


- Monopólio exclusivo;


- Ganhar grátis;


- Países do mundo;


- Viúva do falecido;


- Elo de ligação;


- Criação nova;


- Exceder em muito;


- Expectativas, planos ou perspectivas para o futuro.






   

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Relatos pessoais: o cotidiano

Posted by Cristina C C Vieira on setembro 28, 2010 with 1 comment
    "O homem é um animal social, isto é, que vive em sociedade e partilha seu dia-a-dia com outros homens. Entretanto, cada homem tem uma história individual, fruto de suas vivências, experiências, emoções e desejos, de suas ideias e sua forma de ver e sentir o mundo.
       Gêneros textuais como o relato pessoal, odiário, a biografia, autobiografia, as memórias e o blog foram criados pelo ser humano para que fatos e histórias reais, vividos por pessoas como nós, pudessem ser relatados e, assim, partilhados socialmente".

             Gêneros Textuais

1. Narrar (cultura literária ficcional) - Mimeses da ação através da criação da intriga no domínio do verossímil.

    Exemplos de gêneros orais e escritos:

  • Conto maravilhoso
  • Conto de fadas
  • Lenda
  • Fábula
  •  Narrativa (aventura, ficção científica, suspense, mítica)
  • Biografia romanceada
  • Romance
  • Romance histórico
  • Novela fantástica
  • Conto
  • Crônica literária
  • Adivinha
  • Piada
2. Relatar (documentação e memorização das ações humanas) - Representação pelo discurso de experiências vividas, situadas no tempo.

     Exemplos de gêneros orais e escritos:

  • Relato de experiência vivida
  • Relato de viagem
  • Diário íntimo
  • Testemunho
  • Anedota ou caso
  • Autobiografia
  • Curriculum Vitae
  • Notícia
  • Reportagem
  • Crônica social
  • Crônica esportiva
  • Histórico
  • Relato histórico
  • Ensaio ou perfil biográfico
  • Biografia

3. Argumentar (Discussão de problemas sociais controversos) - Sustentação, refutação e negociação de tomadas de posição.

        Exemplos de gêneros orais e escritos:

  • Textos de opinião
  • Diálogo argumentativo
  • Carta do leitor
  • carta de reclamação
  • Carta de solicitação
  • Deliberação informal
  • Debate regrado
  • Assembleia
  • Discurso de defesa (advocacia)
  • Discurso de acusação (advocacia)
  • Resenha crítica
  • Artigos de opinião ou assinados
  • Editorial
  • Ensaio

4. Expor (Transmissão e construção de saberes) - Apresentação textual de diferentes formas de saberes.

            Exemplos de gêneros orais e escritos:

  • Texto expositivo (em livro didático)
  • Exposição oral
  • Seminário
  • Conferência
  • Comunicação oral
  • Palestra
  • Entrevista de especialista
  • Verbete
  • Artigo enciclopédico
  • Texto explicativo
  • Tomada de notas
  • Resumo de textos expositivos e explicativos
  • Resenha
  • Relatório científico
  • Relato oral de experiência

5. Descrever ações (instruções e prescrições) - Regulação mútua de comportamentos

         Exemplos de gêneros orais e escritos:


  • Instruções de montagem
  • Receita
  • Regulamento
  • Regras de jogo
  • Instruções de uso
  • Comandos diversos
  • Textos prescritivos

      Alguns tipos de gêneros textuais

1. Relato pessoal - contar algo pessoal. Surgiu, na sua forma oral, provavelmente da necessidade do ser humano de comunicar-se, de interagir com seus semelhantes por meio da linguagem, relatando experiências vividas.

2. Diário - espécie de agenda pessoal onde são registrados, diária ou quase diariamente, um resumo do que se faz ou acontece em cada dia, fato, impressões e confissões.

3. Blog - gênero textual que tem bastante semelhança com o diário, pois nele o locutor também relata seu dia-a-dia, suas vivências, suas opiniões. Entretanto, enquanto o diário é íntimo  guardado a sete chaves, o blog está na internet e pode ser lido por qualquer pessoa.

4. Biografia - (do grego bio, "vida", e grafia, "escrita") constitui um gênero textual em que é relatada a história da vida de determinada pessoa.

5. Autobiografia - é quando uma pessoa conta a sua própria vida. Esse gênero costuma incluir confissões e cartas, escritos que revelam sentimentos íntimos do autor.