terça-feira, 14 de agosto de 2012

Texto argumentativo

Posted by Cristina C C Vieira on agosto 14, 2012 with No comments

Os textos argumentativos têm a finalidade de persuadir (convencer) o interlocutor; por isso precisam apresentar bons argumentos e desenvolvê-los de modo consistente.

Embora os argumentos devam dar a impressão de que o autor está falando com certeza, nem todo argumento contém uma verdade. Muitos deles contêm apenas opiniões. Verdades são aqueles conhecimentos comprovados cientificamente e sobre os quais não há dúvida. Já as opiniões são resultado de impressões ou de experiências pessoais; por isso, elas tanto podem expressar verdades quanto julgamentos errados.

O ideal é que, num texto argumentativo, utilizemos de modo equilibrado os dois tipos de argumentos: os que expressam verdades inquestionáveis e os que expressam opinião.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Conosco ou com nós? / Consigo ou ...?

Posted by Cristina C C Vieira on agosto 03, 2012 with No comments
Na variedade padrão, os pronomes oblíquos si e consigo só podem ser empregados como reflexivos na 3ª pessoa.

Vaidosa, ela só fala de si mesma.

O professor trouxe as avaliações consigo.


Os demais, comigo, contigo, conosco, convosco, são utilizadas normalmente.

Ela simpatizou comigo / conosco.


O emprego de com vós e com nós é admitido quando estes forem reforçados por outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou qualquer numeral.


Ela já discutiu com nós ambos / com nós dois.


Eu ou mim?

Posted by Cristina C C Vieira on agosto 03, 2012 with No comments
Os pronomes pessoais eu e tu desempenham a função de sujeito, enquanto os oblíquos tônicos mim e ti desempenham outras funções.

Ex: Trouxe o livro para tu leres.

      Comprou o livro para eu ler.

      Não há mais nada entre mim e você.
                                 adjunto adverbial

      Ela chegou até mim e abraçou-me carinhosamente.
                     adjunto adverbial

Pronomes I

Posted by Cristina C C Vieira on agosto 03, 2012 with No comments
Os pronomes são palavras que substituem ou acompanham outras palavras, principalmente os substantivos.

1. Pronomes pessoais (são aqueles que indicam as três pessoas do discurso):

  • O locutor (quem fala): 1ª pessoa - eu (singular) ou nós (plural);
  • O locutário (com quem se fala): 2ª pessoa - tu (singular) ou vós (plural);
  • O assunto ou referente (do que ou de quem se fala): 3ª pessoa - ele/ela (singular) ou eles/elas (plural).

Os pronomes pessoais classificam-se em retos e oblíquos, de acordo com a função que desempenham na oração:

Pronomes Pessoais


Número


Pessoa


Retos
Oblíquos
Átonos
(usados sem preposição)
Tônicos
(usados com preposição)

Singular
1ª
eu
me
mim, comigo
2ª
Tu
te
ti, contigo
3ª
ele/ela
o, a, lhe, se
si, ele, ela, consigo

Plural
1ª
nós
nos
nós, conosco
2ª
vós
vos
vós, convosco
3ª
eles/elas
os, as, lhes, se
si, eles, elas, consigo

2. Pronomes de tratamento

São palavras e expressões empregadas para tratar familiar ou cerimoniosamente o interlocutor.


Você se esqueceu de me devolver o livro.

Vossa Excelência trouxe os relatórios?

Formas de tratamento
Tratamento
Abreviatura
Usado para
Você
V.
Pessoas com quem temos intimidade
Vossa Alteza
V. A.
Príncipes, duques
Vossa Eminência
V. Emº
Cardeais
Vossa Excelência
V. EXª
Altas autoridades do governo e das forças armadas
Vossa Magnificência
V. Magª
Reitores de universidades
Vossa Majestade
V. M.
Reis, imperadores
Vossa Santidade
V. S.
Papa
Vossa Senhoria
V. Sª
Funcionários públicos graduados, oficiais (até coronel) e pessoas de cerimônia
Senhor, senhora
Sr. / Sra.
Geralmente pessoas mais velhas que nós ou a quem queremos bem; tratar com distanciamento e respeito; a forma senhorita, já caindo em desuso, é empregada para moças solteiras.

3. Pronomes possessivos

São aqueles que indicam posse em relação às três pessoas do discurso.

Ex: Meu carro está sem estepe.


Pronomes Possessivos



Singular


Plural
Número
Pessoa
Masculino
Feminino

Masculino
Feminino

Singular
1ª
meu
minha
meus
Minhas
2ª
teu
tua
teus
Tuas
3ª
seu
sua
seus
Suas

Plural
1ª
nosso
nossa
nossos
Nossas
2ª
vosso
vossa
vossos
Vossas
3ª
seu
sua
seus
suas








quarta-feira, 11 de julho de 2012

Orações coordenadas

Posted by Cristina C C Vieira on julho 11, 2012 with No comments
As orações coordenadas ocorrem em um período composto por coordenação, ou seja, as orações são independentes.

As orações coordenadas podem ser assindéticas ou sindéticas.

a) orações coordenadas assindéticas - não há a conjunção.

b) orações coordenadas sindéticas - há conjunção, indicando um valor semântico (sentido) na oração.

As orações coordenadas sindéticas podem ser classificadas como:

1. Aditivas

    Estabelecem ideia de adição, acréscimo. São iniciadas pelas conjunções coordenativas aditivas (e, nem, mas também,...).

Ex: Ele comprou a passagem   / e partiu no primeiro trem.
       Oração coordenada              Oração coordenada sindética
            assindética                                 aditiva

2. Adversativas

     Estabelecem ideia de oposição, contrária. São iniciadas pelas conjunções coordenativas adversativas (mas, porém, entretanto, contudo, todavia, no entanto).

Ex: Estuda, / mas não aprende.
                       oração coordenada sindética
                               adversativa

3. Alternativas

   Expressam alternância, ligando orações que indicam ideias que se excluem. São iniciadas pelas conjunções coordenativas alternativas (ou...ou, quer...quer, ora...ora, ou).

Ex: Todas as tardes ia ao cinema / ou fazia pequenas compras em lojas.
                                                  oração coordenada sindética
                                                                 alternativa

4. Conclusivas 

 Exprimem ideia de conclusão. São introduzidas pelas conjunções coordenativas conclusivas (por isso, logo, portanto, pois - depois do verbo-).

Ex: Meu irmão estudou muito o ano inteiro;/ logo, deve ir bem nos exames.
                                                                oração coordenada sindética
                                                                     conclusiva

5. Explicativas 

 Exprimem ideia de explicação. São introduzidas pelas conjunções coordenativas explicativas (que, porque, pois - antes do verbo -).

 Ex: Vá rápido, / pois já está começando a chover.
                             oração coordenada sindética 
                                   explicativa

Para que servem as orações coordenadas?

Posted by Cristina C C Vieira on julho 11, 2012 with 2 comments
As orações coordenadas, por estabelecerem relações sintáticas e lógicas mais simples do que as subordinadas, são frequentemente empregadas em textos que visam à comunicação direta com o público.

É o caso, por exemplo, de textos como receitas, folhetos informativos, cartazes e até mesmo o do jornal falado de rádio e televisão. Nesses textos, quando não se emprega o período simples, a preferência normalmente é pelo período composto por coordenação.

Algumas línguas que enriqueceram o vocabulário do português brasileiro

Posted by Cristina C C Vieira on julho 11, 2012 with No comments

LÍNGUA
INFLUÊNCIA
PALAVRAS
Basco
Celta
Fenício

Quando os romanos apareceram pelas terras onde seria arguido Portugal, toparam com várias línguas que deram uma pequena contribuição ao português.
Esquerdo, bezerro, bizarro
Caminho, carpintar, cerveja
Mapa, túnica
Línguas germânicas

Em 409, os guerreiros germânicos invadem a Península Ibérica deixando palavras sobre o que mais entendiam: a guerra.
Arreio, canivete, bando, trotar, banco, esposa, faísca, falcão, guerra, cãibra
Árabe

As palavras árabes assimiladas refletem áreas em que a cultura islâmica brilhava na Idade Média: militarismo, técnicas de produção, finanças, agricultura e culinária.
Arsenal, alicate, alfaiate, almofada, arroz, alqueire, alvará, alfândega, azeite, açúcar
Chinês

As especiarias que encantaram os portugueses entraram para a língua.
Chá, nanquim
Tupi

Usado para a natureza brasileira, uma descoberta para os portugueses do século XVI.
Capim, caatinga, abacaxi, cipó, carioca
Iorubá

Palavras dos cultos e das culinárias afro-brasileiros.
Orixá, candomblé, vatapá, acarajé
Quimbumbo

A língua dos escravos de Angola influenciou várias áreas temáticas do português.
Fubá, caçula, senzala, bunda, cafuné, samba
Italiano

Termos das belas artes e dos espetáculos do Renascimento.
Camarim, cenário, florete, ópera, fiasco
Francês

A grande língua irradiadora de cultura dos séculos XVIII e XIX. A influência francesa só diminuiu com a Segunda Guerra Mundial.
Avenida, boné, chapéu, envelope, esquina, estrangeiro, paletó, lupa, gabinete, abajur
Inglês

O inglês troca figurinhas com o português desde o fim do século XIX, mas a partir da Segunda Guerra Mundial a influência tornou-se massiva.
Futebol, chute, bife, cheque, clube, pudim, sanduíche, túnel, turismo, estresse


Criação de palavras

Posted by Cristina C C Vieira on julho 11, 2012 with No comments
As múltiplas atividades dos falantes no cotidiano favorecem a criação de palavras para atender às necessidades sociais, culturais, profissionais, etc. Essas palavras novas são chamadas de neologismos. Do lado oposto, encontram-se os arcaísmos, palavras e expressões que, por razões diversas, caíram em desuso em algumas comunidades e se mantêm em outras. O surgimento de novas palavras na língua é constante e ininterrupto, porque a todo momento surgem novos objetos, produtos, conceitos e ocupações que precisam ser nomeados, tais como: papel-alumínio; sapatênis; porta-celular etc.

                               (Fonte de pesquisa: Língua Especial: Etimologia.
                                       Ed. Segmento)

Pelo sonho é que vamos

Posted by Cristina C C Vieira on julho 11, 2012 with No comments
Pelo sonho é que vamos
comovidos e mudos.

Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.

    
                       (Sebastião da Gama)