quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Momento de reflexão

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 16, 2010 with No comments
Estava assistindo o programa da Ana maria Braga e ao final ela leu um texto sobre o amor da Martha Medeiros, que mexeu muito comigo, fiquei comovida, pois o amor que eu sinto é exatamente dessa forma e o amor que eu recebo também. O objetivo do meu blog não é apenas trocar conhecimentos sobre a língua portuguesa, mas também sobre a vida, por isso publico aqui esses momentos de reflexão. Preste atenção no texto, vale muito a pena e reflita sobre o que é sentir-se amado.

Bom dia a todos!!!!!!

"Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo".


Martha Medeiros
 
 
Mas só para esclarecer uma coisa, realmente "eu te amo não diz tudo", porém quando é dito da boca para fora, em um determinado momento, entretanto quando é dito ao longo do dia, ou todos os dias com ações, da forma como a autora escreveu, esse "eu te amo" diz tudo sim e é maravilhoso amar e sentir-se muito amada.
 
Sejam muito felizes!!!!!!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Orelhinhas - Canção de Natal

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 10, 2010 with No comments


        Neste fim de ano, ando muito sentimental. 

      Vou contar o porquê do vídeo acima. Meu marido precisou viajar hoje e eu e minha filha ficamos. Um pouco antes dela dormir, abri a página do you tube procurando vídeos que fossem interessantes para ela, que tem 6 anos, e achei esse pequeno vídeo natalino, mas que me chamou a atenção por ser de Portugal e ter mais uma oportunidade de ouvir a língua portuguesa, foneticamente fechada de lá, que é belíssima.

      Espero que gostem.

      Feliz Natal a todos!!!!

      Que 2011 seja muito melhor (ou se preferir, igual, quem sabe não é?) para todos nós. 

Coração de chocolate

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 10, 2010 with 1 comment


Coração de chocolate
bate, bate
bate, bate
Coração de tablete
pelos amigos se derrete
O teu coração é como algodão
docinho, fofinho
O teu coração é como bombom
docinho, cheinho
De ternura, amizade e amor
Do carinho, às vezes, do licor
E se o teu coração precisar do meu
O meu será só teu
Coração de chocolate
bate, bate
bate, bate
Coração de tablete
pelos amigos se derrete
O meu coração é como algodão
docinho, fofinho
O meu coração é como edredon
quentinho, cheinho
Da magia, do sonho e beleza
De alegria, às vezes, tristeza
E se o meu coração precisar de ti
Estás sempre aqui.


      Este vídeo "infantil" é um exemplo do falar, no caso cantar, da língua portuguesa de Portugal. Observem os fonemas de algumas palavras, como bate, tablete, derrete, entre outras, são fechados e aqui são mais abertos.
      
       A nova ortografia, como o próprio nome já menciona, é a respeito da escrita, portanto, não há modificações na oralidade.

        E em relação a mensagem que o vídeo transmite? Parece ser um vídeo bem inocente, para entreter a criança, mas se prestarmos atenção, a mensagem transmitida é belíssima, pois uma amizade verdadeira perdura ao longo dos anos, e, pode iniciar em qualquer fase da nossa vida. As palavras utilizadas na canção tocam profundamente o coração, dessa forma, as pessoas podem se identificar ou não com a letra da música. 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A História da Língua portuguesa

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 09, 2010 with No comments


     Neste vídeo conta-se a História da Língua Portuguesa, como tudo começou. O objetivo deste vídeo é para que conheçamos melhor a história da nossa língua tão rica e interessante. Espero que gostem.

Jô Soares (Aula de Ortografia)

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 09, 2010 with No comments


    Este programa do Jô Soares foi ao ar em 2007, mas tudo isso é atualíssimo. A língua portuguesa, na escrita, é difícil, principalmente para as pessoas que não têm uma base ou acesso a leitura. E há aqueles que de alguma forma têm acesso a leitura e ao expressar o seu pensamento na escrita cometem esses tipos de "erros". Por que coloquei "erros" entre aspas? Por um simples motivo, essas palavras do vídeo foram escritas da forma como são faladas. Costumo explicar aos meus alunos que a dificuldade está na hora de escrever, por conta das regras gramaticais, ortográficas e de pontuação, mas também por causa da oralidade, não podemos escrever da forma que falamos, por isso a grande dificuldade da maioria das pessoas.

Portugês falado e escrito

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 09, 2010 with No comments


      Já postei várias explicações sobre o uso de algumas palavras do cotidiano, como é na escrita e na oralidade. Neste vídeo, de uma forma mais dinâmica, visualizamos muitas palavras utilizadas no nosso dia a dia. Espero que ajude a esclarecer dúvidas que possam surgir nessa nossa caminhada.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Melhorando a redação II

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 05, 2010 with 2 comments
Quando queremos nos expressar de maneira culta, não devemos utilizar os pronomes pessoais do caso reto "ele", "ela", "eles", "elas" complementando o sentido dos verbos, como fazemos na forma coloquial. Assim temos de substituí-los pelos oblíquos correspondentes "o", "a", "os", "as".

     Eu a vi. (Ao invés de "Eu vi ela")

     Nós os pegamos. (Ao invés de "Nós pegamos eles")

      Maria o amava. (Ao invés de "Maria amava ele")

      Janaina as adorava. (Ao invés de "Janaina adorava elas")

Devemos lembrar, no entanto, que em certas situações, os pronomes oblíquos assumem formas diferentes:

a) Após verbos que terminam em "R", "S" e "Z", têm as formas "LO", "LA", "LOS", "LAS" (depois de retirada a consoante final do verbos):

 COLOQUIAL                                              FORMA CULTA

Queremos derrotar ele.                        Queremos derrotá-lo.

Quero ver ela.                                     Quero vê-la.

Posso partir eles.                                Posso parti-los.

Queriam ter elas.                                Queriam tê-las.   


b) Após verbos que terminem em fonemas nasais (finais "AM", "EM", "ÕE") , assumem as formas "NO", "NA", "NOS", "NAS". Observe:

COLOQUIAL                                         FORMA CULTA          

Jogaram ele na fossa.                      Jogaram-no na fossa.     

Põe ela no lixo.                               Põe-na no lixo.

Peguem eles.                                  Peguem-nos.

Receberam elas bem.                       Receberam-nas bem.

Melhorando a redação I

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 05, 2010 with No comments
Um problema sério para a maioria dos estudantes ao fazer uma redação são os verbos derivados. Por iste motivo, observe o seguinte:

a) Do verbo "TER" derivamos "manter", "obter", "entreter", "deter", "conter", "abster-se", etc.
     Ele TEVE - manteve, obteve, entreteve, deteve, conteve, absteve...
     Ele TINHA - mantinha, obtinha, entretinha, detinha, continha, abstinha...
    Quando nós TIVERMOS - mantivermos, obtivermos, entretivermos, detivermos, contivermos, abstivermos...
   Se TIVÊSSEMOS - mantivéssemos, obtivéssemos, entretivéssemos, detivéssemos, contivéssemos, abstivéssemos...

b) Do verbo "PÔR" derivamos "compor", "propor", "supor", "depor", "transpor", entre outros.

       Ele PUSERA - compusera, propusera, supusera, depusera, transpusera...
      Quando PUSER - compuser, propuser, supuser, depuser, transpuser...

c) Do verbo "VER" derivamos "prever", "rever", "antever", entre outros.

     Se eu VISSE - previsse, revisse, antevisse...
     Ela VIU - previu, reviu, anteviu...
     Quando eu VIR você - Quando previr o resultado (revir, antevir, entre outros)

d) Do verbo "VIR" derivamos "intervir", "convir", "provir", "advir", entre outros.

      Se eu VIESSE - interviesse, conviesse, proviesse, adviesse...
      Ela VEIO - interveio, conveio, proveio, adveio...
      Ele VINHA - intervinha, convinha, provinha, advinha...

e) Do verbo "HAVER" derivando o verbo "reaver", mas somente nas formas em que houver "V".

      Eu HAVIA - reavia
    Eu HAVEREI - reaverei
    Nós HOUVEMOS - reouvemos
    Quando HOUVER - reouver
    Se HOUVESSE - reouvesse



Ortografia - Emprego de e/ i / u / o

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 05, 2010 with 9 comments
É importante prestar atenção na grafia das palavras, pois muitas podem confundir, principalmente por causa do fonema, isto é, o som da palavra.

EX: Ele nasceu. É lindo!

A palavra destacada se escreve com a letra u ao final, mas há palavra que se escreve com o, entretanto a pronùncia parece u.

EX: A viola está no saco.

I - Emprego de e / i

A letra e, dependendo da posição dentro da palavra, pode ser confundida, na linguagem oral, com a letra i. Como consequência pode acarretar diferenças de significado.

Ex: emergir - vir à tona
     imergir - mergulhar 

  • periquito
  • disenteria
  • pior
  • privilégio
  • cadeado
  • feminino
  • crânio
  • empecilho
II - Emprego de u /o

Na fala, em geral, a letra o confunde-se com u. Na escrita não podem ser confundidos, pois podem produzir significados diferentes.

  • assoar
  • caçoar
  • amuleto
  • moela
  • bueiro
  • muleta
  • moleque
  • entupir

Ortografia - Emprego de J / G

Posted by Cristina C C Vieira on dezembro 05, 2010 with No comments
Por que será que ainda há confusão no emprego do J e do G?

Nas palavras jato e gato, você confundiria o emprego do J e do G? Antes de a, o, u a letra j tem pronúncia diferente da letra g. Agora as letras j e g terão a mesma pronúncia quando forem seguidas de e ou i.

EX: Aja como um gato.
O primeiro termo destacado "Aja" foi escrito com j e a sua pronúncia é diferente do segundo termo "gato", que foi escrito com g.

Observe as palavras a seguir:
  • Com G:
       estrangeiro / ferrugem / girafa / gíria / selvagem


  • Com J:
       ajeitar / jiboia / anjinho / pajé / berinjela / traje / ultraje