Este vídeo é belíssimo. Tenha uma ótima reflexão.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
De onde vêm as palavras fulano, beltrano e sicrano?
Posted by Cristina C C Vieira on julho 21, 2011 with No comments
Fulano vem do árabe fulân (tal). No espanhol do século XIII, fulano era usado como adjetivo, mas depois tornou-se o substantivo que designa um indivíduo não identificado. Beltrano veio do nome próprio Beltrão, muito popular na Península Ibérica por caus das novelas de cavalaria. A terminação em "ano" surgiu por analogia com fulano. E sicrano tem origem desconhecida.
Como surgiram os apelidos?
Posted by Cristina C C Vieira on julho 21, 2011 with No comments
O professor de português Júlio César da Assunção Pedrosa conta que desde a Roma Antiga já se utilizavam apelidos. "Ciprião, o Africano", "Catão, o Velho" ou "Plínio, o Moço" eram artifícios dos quais as pessoas lançavam mão para diferenciar indivíduos com o mesmo nome. O professor salienta que, com o tempo, era comum apelidos acabarem se incorporando aos sobrenomes.
Nomes esdrúxulos
Posted by Cristina C C Vieira on julho 21, 2011 with No comments
A partir de 1973, a Lei Federal dos Registros Públicos passou a proibir os oficiais de cartório de registrar crianças com nomes que as exponham ao ridículo ou a situações humilhantes. Alguns nomes esdrúxulos registrados no Brasil:
Abc Lopes
Açafrão Fagundes
Asfilófio de Oliveira Filho
Bandeirante Brasileiro Paulistano
Bemvindo o Dia do Meu Nascimento Cardoso
Bestilde Mota Medeiros
Brilhantina Muratori Cafiaspirina Cruz
Céu Azul do Céu Poente
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco
Dignatário de Origem Imperial do Cruzeiro
Domingão Sabatino Gomes
Durango kid Paiva
Errata de Campos
Esparadrapo Clemente de Sá
Evangivaldo Figueiredo
Fologênio Lopes Utiguaçu
Garoto Levado Cruz
Grande Felicidade Virgínia dos Reis
Heliogábalo Pinto Coelho
Himalaia Virgulino Janeiro Fevereiro de Março Abril
Japodeis da Pátria Torres
Lança-Perfume de Andrade
Marcos Dá Ré
Maria Eugênia Longo Cabelo Campos
Maria Privada de Jesus
Mereveu Dois de Agosto de Oliveira
Naida Navinda Navolta Pereira
Nascente Nascido Puro
Nunes Restos Mortais de Catarina
Oceano Atlântico Linhares
Ocidentina de Fontoura
Rolando Caio da Rocha
Sandália de Oliveira Silva
Sherlock Holmes da Silva
Última Delícia do Casal Carvalho
Um Dois Três de Oliveira Quatro
Um Mesmo de Almeida
Vercebúcios dos Santos
Vitor Hugo Tocagaita
Zabumba Andrade Andreis
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Curiosidade - homônimo
Posted by Cristina C C Vieira on julho 11, 2011 with No comments
Alguns nomes de animais, com o tempo, assumiram um segundo significado, tornando-se homônimos. Como vemos a seguir:
- Foca - jornalista novato
- Macaco - maquinismo, provido de manivela, para levantar grandes pesos.
- Perua - mulher de aparência e comportamento exagerados.
- Cobra - pessoa perita em seu ofício ou em sua arte.
- Piranha - prendedor de cabelos denteado, de plástico e molas fortes.
- Zebra - resultado inesperado, contrário aos prognósticos; azarão.
- Serpente - pessoa má, traiçoeira.
- Anta -pessoa pouco inteligente; tolo, tapado.
Homônimo - palavras que apresentam a mesma pronúncia, às vezes a mesma grafia, mas com significados diferentes.
Para descontrair
Posted by Cristina C C Vieira on julho 11, 2011 with No comments
" - O idioma francês é o mais interessante e útil - dizia uma garota.
- Qual nada! Acho que é o idioma inglês - dizia outra.
E uma outra garota:
- Mas o que vem a ser idioma?
- Idioma quer dizer língua.
- É?! Então fiquem sabendo que eu gosto muito é de idioma de vaca com cebolas e batatas".
"- Chico, sua redação sobre o cachorro está exatamente igual à de seu irmão.
- Está certo, professora, pois o cachorro é o mesmo".
(Anedotas extraídas de: Donaldo Buchweitz, org. Piadas para
você morrer de rir. Belo Horizonte: Leitura, 2001.)
sábado, 18 de junho de 2011
Trabalho - Fernando Pessoa e seus heterônimos
Posted by Cristina C C Vieira on junho 18, 2011 with No comments
No dia 19 de maio de 2011, fui com as alunas do Ensino Médio, de uma escola em que trabalho, à exposição de Fernando Pessoa, no Centro Cultural Correios.
Dessa visita, culminou num trabalho com o 3º ano do Ensino Médio, que rendeu ótimos frutos. O trabalho foi dividido em duas partes.
Na primeira parte, as alunas ficaram com a incumbência de preparar um material à respeito dos seguintes heterônimos: Ricardo Reis, Bernardo Soares, Alberto Caeiro e Álvaro de Campos. Nesse material, teria que constar biografia, estilo e características de cada um, além de poesias para elucidar o trabalho. O trabalho foi apresentado em Power Point.
Na segunda parte, as alunas criaram uma poesia baseada no estilo e nas características de cada heterônimo. Cada uma criou a poesia com base no seu trabalho. A poesia baseada no criador dos heterônimos, Fernando Pessoa, ficou a meu encargo.
A culminância da segunda parte do trabalho deu-se da seguinte forma: os poemas foram digitados com a mesma fonte e tamanho de letra, sem assinatura; antes da leitura das poesias, feita por mim, foi colocado no quadro branco, o nome dos heterônimos e de Fernando Pessoa e os títulos das poesias, pois as alunas teriam que relacioná-los; após feita a relação entre os títulos e os heterônimos, iniciei a leitura dos poemas. As alunas prestaram bastante atenção na leitura, que foi feita duas vezes, e anotaram a relação entre o texto lido e os heterônimos; a parte final foi a "descoberta" de quem escreveu a poesia, através das características e do estilo de cada heterônimo e do Fernando Pessoa contidas nos textos, e houve a verificação de quem havia acertado a correlação.
As alunas conseguiram criar um texto com características de cada heterônimo estudado, visualizaram e discutiram as características e o estilo literário de cada heterônimo, além é claro, o estilo particular de cada uma.
O trabalho foi excelente e fiquei muito orgulhosa dessas meninas. Recebemos parabéns da diretora da escola, pois ela assistiu ao trabalho. Fiquei muito feliz e por este motivo, resolvi compartilhar com vocês. E para a sua leitura, abaixo estão as poesias criadas pelas alunas e por mim. Boa Leitura!
SER POETA
O poeta é aquele que sente,
É aquele que escreve,
É aquele que certamente,
Nos poemas se atreve.
E aqueles que lêem, que interpretam,
Sofrem com o contraditório
Este mesmo, que os complementam
Na audácia de um poema simplório.
E assim, nas rodas da vida,
Gira, a entreter o coração
Nos afazeres do ócio,
O pensamento encontra a razão
(Foi escrito por mim, baseado no estilo e nas características
(Foi escrito por mim, baseado no estilo e nas características
de Pessoa Fernando)
PENSAMENTOS SOFRIDOS
Minha vida é um anseio
É o meu pensamento.
Minhas emoções submissas,
Minha mente imperador.
Num mundo insignificante
Onde tanta gente ocupa
Não hei de ser participante
Apenas escritor.
No meu quarto, meu livro
Em meu mundo vivo em paz
Minhas emoções de fora
Eu penso sagaz.
Minha audição relativa,
Escuto o que vejo
Não sinto emoções
Sofro pensamentos.
Minha vida me bate
Deixa-me escritor
Eu vivo na mente
Eu penso minha dor.
(Poesia escrita pela aluna Marina Zukin, com base no estilo e
características do heterônimo Bernardo Soares)
O porto
Ai minha juventude
Lindas saudades
Vai a onda bem grande
Ali minhas lembranças levar
Rapaz sonhava acordado
Ontem, Já não é como hoje
De onde saiu esse navio
E aonde ele irá embarcar
Cá estou eu com a resposta
Ainda, porém, o navio não embarcou
Meu D"s acabe logo com essa agonia
Ponha o navio em seu porto
Ontem a onda devastadora
Sei que hoje a calma do Porto.
(Escrita pela aluna Rosa Malca, baseado no estilo e características
do heterônimo Álvaro de Campos)
DÍVIDA INTERIOR
Ao passar em uma estrada duvidosa
Com o ar indeciso aclamando na mente
Deixando o tempo envelhecer
Conservando pendências todo anoitecer.
Pendências são como chorume
São como calos encravados
Entranhando pressão fervente
Em cada poro
De uma pele fraca.
A que se deve tanta calamidade?
Decisões tomadas
Não decisões temidas!
Prescrito já está
No rascunho da vida.
O temer suscita oposto
Não há clareza
É contrário a fluidez
Da vida programada.
(Escrita pela aluna Gaby Kummer, baseado no estilo e
características do heterônimo Ricardo Reis)
A PASSAGEM E A PAZ
A passagem para o outro mundo é difícil!
Muito sofrimento,
Para os que estão indo,
E para os que ficaram
Possuo esse conhecimento, porque vi com meus próprios olhos
Papai e mamãe partiram quando eu ainda era jovem
A cura para isso é o tempo,
Só o tempo faz com que continuemos
Ver os animais correndo, sendo livres,
Ajuda também.
Perceber que os animais correm livres mesmo sem um pai ou uma mãe
Me dá forças para seguir e frente.
Não sei como é o outro mundo,
Temo que seja tão lindo como é o mundo em que vivo
Se for, estou pronto para ir
Dor com uma paisagem dessas não combinam
Mas paz e natureza sim combinam
E é isso que eu quero.
(Escrito pela aluna Rachel Aghiarian, baseado no estilo e
características do heterônimo Alberto Caeiro)
terça-feira, 14 de junho de 2011
Educação no Brasil
Posted by Cristina C C Vieira on junho 14, 2011 with No comments
Tenho postado alguns textos interessantes a respeito da Educação no Brasil, com o objetivo de mostrar a realidade, levar a reflexão e tentar buscar meios para a melhora dessa Educação. O texto a seguir, publicado no Jornal O Dia, no caderno Tudodebom do dia 12 de junho de 2011, retrata muito bem essa situação, numa linguagem de fácil entendimento.
Boa Leitura e boa reflexão!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Sintaxe à vontade
Posted by Cristina C C Vieira on junho 07, 2011 with No comments
O vídeo acima é muito interessante, pois mostra como a gramática pode ser trabalhada de uma forma simples, divertida. O grupo Teatro Mágico captou muito bem essa "mágica", unir a gramática com a melodia e a encenação do teatro.
SINTAXE À VONTADE
Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto e indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas pode ser aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua verdade,sua fé
que a regência da paz sirva a todos nós... cegos ou não
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
pode ser também encontrar-se com Deus
com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque...
tem horas que a gente se pergunta...
por que é que não se junta
tudo numa coisa só?
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Refletir é preciso
Posted by Cristina C C Vieira on junho 06, 2011 with No comments
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas.
Quando se vê, já é sexta-feira.
Quando se vê, já terminou o ano.
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos.
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será deste tempo que infelizmente não voltará mais.
Mário Quintana
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