segunda-feira, 23 de abril de 2012

Orações Subordinadas Substantivas

Posted by Cristina C C Vieira on abril 23, 2012 with 2 comments
As orações subordinadas substantivas aparecem no período composto por subordinação, ou seja, aquele em que uma ou mais orações são dependentes.

A estrutura da oração subordinada substantiva é a seguinte:

    
   ORAÇÃO PRINCIPAL + ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA


·         Oração Principal – é toda oração que tem, associada a ela, uma (ou mais de uma) oração subordinada.
·         Oração subordinada substantiva – é toda oração que funciona como termo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e aposto) de outra oração.

             
                  EX: Todos esperam / que você volte.
                              OP                   Oração subordinada


      Vamos relembrar o que é oração!       

      Observe:

              Ana Lucia foi ao cinema com suas amigas, mas não ficou até o final do filme, porque estava triste.

·         Há quantos verbos no período acima?

Resposta: Há três verbos.

Portanto, o período acima tem três orações.

Então, para saber o número de orações você deverá contar o número de verbos.

E quanto ao período? Como eu sei que é um período?

O período é uma frase verbal, logo precisa ter verbo. O período pode ser simples ou composto.

Se o período tiver apenas uma oração, será período simples. Observe:

EX: Angélica foi ao médico. (Há apenas um único verbo, portanto uma única oração)


Se o período tiver duas ou mais orações, será período composto. Observe:

Ex: Tirei uma ótima nota, porque estudei muito. (Há dois verbos, portanto há duas orações)


As orações subordinadas substantivas classificam-se da seguinte forma:

1.   Oração subordinada subjetiva
 
           Esta oração funciona como sujeito da oração principal.

         Observe:

         Seria necessária a presença de todos.   
                                           Sujeito

    Seria necessário / que todos estivessem presentes.
          OP                         OSSS

OP = Oração principal
OSSS = oração subordinada substantiva subjetiva


    Prestando atenção na Oração Principal, perceberá que está faltando um elemento, nesse caso, é o sujeito, então a segunda oração, que é a subordinada funcionará como sujeito, por isso o nome de subjetiva.

2.    Oração subordinada objetiva direta         

Esta oração funciona como objeto direto (complemento do verbo, sem auxílio de preposição) da oração principal.

Observe:

Ela admitiu o erro.
                  OD
 
admitiu – verbo transitivo (pois pede complemento)
o erro – objeto direto, pois completa o sentido do verbo.


Ela admitiu / que errou.
    OP               OSSOD

OP = Oração Principal
OSSOD = Oração subordinada substantiva objetiva direta 

Prestando atenção na oração principal, você perceberá que falta um complemento do verbo, ou seja, ELA ADMITIU O QUÊ?, a resposta está na segunda oração, por isso ela funciona como objeto direto da oração principal.


3.   Oração subordinada substantiva objetiva indireta

Esta oração funciona como objeto indireto (complemento do verbo, com auxílio de preposição) da oração principal.

Observe:

Você duvida de nossa sinceridade?
                           OI

duvida – verbo transitivo (pois pede complemento)
de nossa sinceridade – objeto indireto, pois completa o sentido do verbo com o auxílio da preposição.

Você duvida /de que sejamos sinceros?
     OP                         OSSOI

OP = Oração Principal
OSSOI = Oração subordinada substantiva objetiva indireta

Prestando atenção na oração principal, você perceberá que falta um complemento do verbo, ou seja, VOCÊ DUVIDA DE QUÊ? a resposta está na segunda oração, por isso ela funciona como objeto indireto da oração principal.


4.   Oração subordinada substantiva predicativa

Esta oração funciona como predicativo da oração principal. Sempre haverá um verbo de ligação após o sujeito na oração principal.

Observe:

EX: Nosso medo era sua reação agressiva.
                                   Predicativo

era – Verbo de ligação (pois liga o predicativo ao sujeito – Nosso medo)
sua reação agressiva – predicativo do sujeito


Nosso medo era / que você reagisse agressivamente.
       OP                             OSSP

OP = Oração Principal
OSSP = Oração subordinada substantiva predicativa

Prestando atenção na Oração principal, há um sujeito (Nosso medo) e há um verbo de ligação (era), portanto está faltando o predicativo do sujeito, que estará na segunda oração, ou seja, na subordinada.

5.   Oração subordinada completiva nominal

Esta oração funciona como complemento nominal da oração principal. O complemento nominal terá o auxílio de uma preposição e complementará um nome, ou seja, um substantivo, um adjetivo ou um advérbio.

Observe:

EX: Eles estão confiantes na vitória.
                      Adjetivo       CN   

confiantes = adjetivo
na vitória = complemento nominal

Eles estão confiantes / em que vencerão.
            OP                              OSSCN

OP = Oração principal
OSSCN = Oração subordinada substantiva completiva

Prestando atenção na oração principal, você perceberá que falta um complemento do adjetivo, ELES ESTÃO CONFIANTES EM QUÊ? , a resposta está na segunda oração, por isso ela funciona como complemento nominal da oração principal.

6.   Oração subordinada substantiva apositiva

Esta oração funciona como aposto da oração principal. Isto é, o aposto é uma explicação, e sempre virá depois de dois pontos.

Observe:

EX: Só quero uma coisa: a sua felicidade.  
                                     Aposto


Só quero uma coisa: / que você seja feliz.
        OP                           OSSA

OP = Oração principal
OSSA = Oração subordinada substantiva apositiva

Prestando atenção na oração principal, você perceberá que falta uma explicação, portanto a segunda será a explicação da oração principal.


Classifique as orações subordinadas substantivas destacadas a seguir:

a)    Acho que ele não virá à reunião.  

b)   É evidente que ele não virá à reunião

c)    Necessito de que você esteja presente à reunião.

d)    Tenho certeza de que você estará presente à reunião.

e)    Meu desejo é que você esteja presente à reunião.

f)     Só lhe peço uma coisa: que esteja presente à reunião.
   

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pensamento do dia

Posted by Cristina C C Vieira on abril 11, 2012 with No comments
"Assuma consigo mesmo o compromisso de estar constantemente melhorando".

terça-feira, 10 de abril de 2012

Convite

Posted by Cristina C C Vieira on abril 10, 2012 with No comments
Poesia
É brincar com palavras
Como se brinca
Com bola, papagaio, pião.

Só que
Bola, papagaio, pião
De tanto brincar
Se gastam.

As palavras não:
Quanto mais se brinca
Com elas
Mais novas ficam.

Como a água do rio
Que é água sempre nova.

Como cada dia
Que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?


                             José Paulo Paes

A tinta de escrever

Posted by Cristina C C Vieira on abril 10, 2012 with 4 comments
     A tinta de escrever é um líquido com que a gente suja os dedos quando vai fazer a lição. A gente podia fazer a lição com lápis, mas com lápis era muito fácil e por isso a professora não deixa. Assim, a gente tem que tomar muito cuidado, porque com tinta o erro nunca mais sai. E uma coisa que eu não sei é como um vidrinho de tinta tão pequeno pode ter tanto erro de Português.


                                                     Millôr Fernandes

domingo, 1 de abril de 2012

sábado, 31 de março de 2012

A Reinvenção da vida - Chico Anysio

Posted by Cristina C C Vieira on março 31, 2012 with No comments
Eu queria que as pessoas nascessem velhas e morressem crianças. Pensem bem: o homem quando resolve viver, e quando tem tempo para isso, já está no fim da vida – careca, barrigudo, sem a menor disposição para nada. Por isso é que seria uma boa o homem nascer velho e morrer criança. Nascia com 80 anos e ia ficando moço até morrer na infância.

Nascer velho. As amigas conversando: Nasceu meu filho. Perfeitinho, 80 anos, 75 quilos, 1,80 de altura. E como vai se chamar? Ah, eu tinha escolhido Luis Antônio, mas ele mesmo foi ao cartório e se registrou: Aroldo.

Aí vinha outra: Não está lindo meu filho? Mas, peraí, de calcinha e sutiã? É que eu esperava menina e tal.

E quando chegasse uma visita, a mãe chamaria: Venham ver, hoje ele deu a primeira tossida. “Tosse aí para a moça ver”. Como todo bom velhinho, você nasceria com o direito a ser neurastênico e ranzinza. Nos berçários, filas de cadeiras de balanço com os velhinhos pigarreando sob cuidados de geriatras, se queixando das doenças de recém-nascido.

Mas nada faria mal porque todo mal já estaria feito. Você só iria melhorando a cada dia. Os anos e as semanas caminhariam para trás. Sexta, quinta, quarta, terça, segunda-feira virava sábado. Quer coisa melhor? E se a vida corresse para trás, tudo seria mais fascinante. Acordei com uma ressaca tão grande hoje. Estou imaginando o pileque que eu vou tomar de noite. Se nascesse com 80 anos, você aos 60 casaria. E aí? Uma desvantagem: casava com uma velha.
Mas é preciso não esquecer que com o correr do tempo a sua mulher ia ficando cada dia melhor. Mais moça, até ficar viçosa e se transformar num ‘pancadão’ de mulher aos 20 anos.

E vocês, depois do casamento, ficariam noivos e depois de noivos seriam namorados, até chegar ao amor infantil, puro e desinteressado. O amor de duas crianças apagando das árvores os corações entrelaçados. Você nasceria rico, aposentado e sábio. Na sua profissão você seria um gênio. Ganharia cada vez menos até chegar à faculdade para ir desaprendendo. E ficava mais ingênuo, mais burro e mais puro. No fim da vida, você teria a pureza absoluta. Andar de bicicleta, nadar pelado no rio, trepar em árvores, soltar barquinho de papel nas enxurradas. A bola, a pipa o chiqueirinho, o boneco de pano. Do chiqueirinho para o berço, o chocalho e pararia de chorar.  E com o tempo correndo para trás, a humanidade regrediria dos séculos. Colombo e Cabral, de marcha ré, ‘desdescobriram’ o novo mundo. Chegaríamos a ‘desinvenção’ da roda e o desconhecimento do fogo até o último homem, o último primeiro, quando entra um Deus pegando nas mãos, ao invés de soprar, inspiraria o homem outra vez para dentro de si. 

sábado, 17 de março de 2012

Por que dissertar?

Posted by Cristina C C Vieira on março 17, 2012 with No comments
    Ao se comunicar com alguém, por escrito, você poderá ter diferentes intenções.

      Se você pretender formar na mente do seu leitor a imagem de um objeto, de um lugar ou de uma pessoa, com suas características de forma, cor, luz, som etc, estará fazendo uma descrição.

    Se você tiver a intenção de contar um ou mais acontecimentos, reais ou imaginários, envolvendo pessoas, fatos, lugares e um tempo determinado, estará criando uma narração.

   Se você quiser expor ideias a respeito de um assunto, analisando-as e discutindo-as, você estará redigindo uma dissertação.

Dificuldades da dissertação

   Além da correção gramatical, a dissertação tem outras qualidades, como originalidade, clareza, unidade e coerência.

  • originalidade - evitar frase feita, o lugar comum, ideias sem sentido.
  • clareza - não usar frases ambíguas (não está claro o que quer passar) ou de duplo sentido, períodos longos e detalhes desnecessários.
  • unidade e coerência - dependem da ordem adequada em que se colocam as ideias.
Estrutura do texto dissertativo

  • Introdução - deve conter o tema escolhido e levantar um problema analisado.
  • Desenvolvimento - é a exposição de argumentos, de raciocínios que devem fundamentar o nosso ponto de vista.
  • Conclusão - muitas vezes se inicia com palavras como portanto, assim, daí, concluímos, por isso, então ou similares, e é a nossa resposta ao problema levantado.

Concurso de dramaturgia

Posted by Cristina C C Vieira on março 17, 2012 with No comments



Concurso Seleção Brasil em Cena | 5a edição

16 Jan a 16 Abr

Local: CCBB RJ 
Horário: Verificar com a bilheteria 
De 16 de janeiro a 16 de abril de 2012 estão abertas as inscrições para a quinta edição do
projeto Seleção Brasil em Cena.  Promovido pelo CCBB, o concurso de dramaturgia tem
como principal objetivo fomentar a literatura dramática nacional por meio do surgimento
de novos dramaturgos.

Serão selecionados doze textos que receberão leituras dramatizadas distintas a serem
realizadas no Rio de Janeiro e Brasília, durante as quais serão eleitos 2 textos vencedores
(um em cada cidade), por meio do voto dos diretores e do público.  Os 2 (dois) 
autores vencedores serão premiados com a encenação de seu texto nos teatros
do CCBB RJ e Brasília patrocinadas pelo Banco do Brasil. Não há limite para a
quantidade de textos inscritos por candidato.

Os textos recebidos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais
 das artes cênicas e os nomes dos autores só se tornarão conhecidos pelo júri após a
escolha dos doze finalistas.

Desde sua criação, o Seleção Brasil em Cena recebeu mais de 900 textos de autores
 de todo o País e as leituras dramatizadas foram dirigidas por expressivos nomes do
teatro contemporâneo brasileiro tais como Paulo de Moraes, Ivan Sugahara, Stella
Miranda, Gilberto Gawronski e Moacir Chaves, dentre outros.  Ao longo das quatro
edições anteriores, cerca de 86 atores indicados por renomadas escolas de teatro
participaram das leituras juntamente com dezenas de estagiários em cenotécnica,
 iluminação e figurinos. O espetáculo “É Samba na Veia é Candeia”, vencedor da
3ª edição , recebeu duas indicações ao Prêmio Shell 2009, uma delas a de melhor texto.

nformações
 Data:Inscrições até 16 de abril de 2012
Idade recomendada:

 Horário:Verificar com a Bilheteria
 Local:Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
 Bilheteria:Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefone: (21) 3808-2020

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Ortografia

Posted by Cristina C C Vieira on fevereiro 18, 2012 with No comments
Ortografia, da combinação dos elementos de origem grega orto - (reto, direto, correto) + grafia (representação escrita de uma palavra), é o conjunto de regras estabelecidas pela gramática normativa que ensina a escrita correta das palavras.

1. Emprego de ou G.

    Emprega-se a letra j:

  • nas palavras de origem árabe, africana e indígena: pajé, jiboia, biju;
  • nas palavras derivadas de outras que já possuem j em seu radical: laranjeira (laranja), sujeira (sujo);

    Emprega-se a letra g:

  • nas terminações -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: prestígio, refúgio;
  • e, geralmente, nas terminações -agem, -igem, -ugem: garagem, ferrugem. Exceções: pajem; lambujem.

2. Emprego de X ou CH.

    Emprega-se a letra x:

  • normalmente depois de ditongo: caixa, peixe, trouxa (exceções: caucho, recauchutar, recauchutagem);
  • depois de me- inicial: mexer, mexilhão (exceções: mecha e seus derivados);
  • depois de en- inicial: enxurrada, enxaqueca (exceções: encher, encharcar, enchumaçar e seus derivados).

3. Emprego de -izar    -isar


     Escreve-se com z quando o verbo é formado a partir da soma de nome (substantivo ou adjetivo) + sufixo -izar. Por exemplo: animal + izar = animalizar.

      Escreve-se com s quando o verbo é formado a partir do nome (que já apresenta a letra s + sufixo -ar. Por exemplo: análise + ar = analisar. 


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Exposição Tarsila do Amaral - CCBB

Posted by Cristina C C Vieira on fevereiro 14, 2012 with 2 comments

Tarsila do Amaral – Percurso Afetivo

14 Fev a 29 Abr
Local: 2º andar | CCBB RJ 
Horário: Conforme programação 
 
Primeira exposição individual nos últimos 40 anos no Rio de Janeiro de uma das mais importantes e emblemáticas artistas brasileiras. Tarsila do Amaral tem seu nome registrado na história da arte brasileira como uma vanguardista com presença marcante no Modernismo Brasileiro envolvendo-se de forma direta nos movimentos Pau-Brasil e Antropofágico. 

Complementam a exposição uma palestra-concerto e encontros com curadores. 

Curadoria: Antonio Carlos Abdalla e Tarsilinha do Amaral.
Informações
 Data:De 14 de fevereiro a 29 de abril de 2012Idade recomendada:

Consultar programação
 Horário:Conforme programação
 Local:2º andar | Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
 Bilheteria:Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefone: (21) 3808-2020
 Ingressos:Entrada franca